f Adeus, verde.

30 de ago de 2017

Já sei amar



A grande maioria dos textos aqui do blog são sobre amor ou fazem algum tipo de menção a esse sentimento. Nunca foi uma coisa planejada, ou nem mesmo é o único assunto que eu goste de escrever, mas, com certeza esse espaço aqui reflete o que eu sou, e sobre isso eu nunca tive dúvida, eu sou grande fã dessa coisa maluca que é amar.
Aos quase 27 anos, tenho experimentado um amor diferente de tudo que vivi até aqui.
Não acreditava que o amor pudesse ser justo e leal, sequer acreditava em amor maduro, bem resolvido. Certamente grande parte disso foi culpa minha, eu era muito novo quando me apaixonei, sempre fui intenso, a insegurança e o ciúmes batiam ponto em mim, eu queria amar e ser amado a qualquer custo, e isso tudo é uma fórmula mágica para o fracasso amoroso.

Graças a deus fiz muitos aniversários de uns anos pra cá, e algumas fichas caíram, sabe?
Sigo obviamente sem a tal fórmula mágica que faz tudo ser flores e lindo o tempo todo, mas em compensação, descobri uma outra fórmula, muito mais fácil que a de bhaskara, um jeito simples de fazer as coisas darem certas: acumular momentos bons e ponto final.
Tenho experimentado nos últimos meses um amor desses simples, justo e leal. Tenho vivido um amor que me faz ter vontade de pedir pra todo mundo correr e buscar a sua paixão, por que é bom demais!

Tive sorte, eu sei, sorte de encontrar alguém tão parecido comigo, com o mesmo humor afiado, o mesmo brilho no olho quando se trata de viver, fui sorteado em ter um cara comigo que quer as mesmas coisas, crescer, viver e cuidar dessa relação, tão nova e tão intensa.
Os problemas estão aí, claro, são duas pessoas que apesar de tão parecidas, tem cada uma a sua particularidade, a sua história e a sua criação, modo de pensar e agir, enfim, pessoas distintas não é mesmo?!

É bom demais ter um amor que não se importa com isso, um amor que supera qualquer coisa, inclusive coisas difíceis e chatas, como o preconceito, a falta de informação, os olhares de "o que esses dois homens estão fazendo juntos?"
- Estamos amando e sendo muito felizes!

O amor existe, e está aí para todos. Espero que cada vez mais as pessoas se encham desse sentimento, desse estado de espirito, que com isso se preocupem e se importem menos com as formas variadas de amor que existem por aí, e que merecem RESPEITO!
Encontrem o ser par, e sejam extremamente felizes, com certeza isso deve bastar.

25 de mai de 2017

Resumo de um novo amor




De repente ficou fácil. De repente fez sentido.
Do nada funcionou.
Não sei qual foi segredo, se foi não ficar supervisionando o calendário, se foi abandonar os medos de sempre, ou por simplesmente acreditar que era pra ser.

O primeiro encontro em um bar, as amigas junto para aquilo não parecer um encontro tão clichê e levemente constrangedor. Uma cerveja, duas cervejas, a conversa paralela, o olhar tímido e às vezes de canto de olho, três cervejas, mais conversa, o olhar mais descontraído, a aproximação nítida, quatro cervejas, um pouco mais de conversa e no final o beijo, roubado por mim.

Mais um encontro, mais um bar, uma noite na casa de amigos, uma ou duas festas juntos, um cinema, uma saída pra jantar, outros bares, as conversas sem fim no WhatsApp, a vontade de se ver de novo, a dúvida boba de "mando ou não mando uma mensagem?", a espera da resposta, a ansiedade de se encontrar.

O espontâneo desinteresse em outras pessoas, a espontânea sensação de "eu to curtindo pra car@l#o"

De repente ficou fácil. De repente fez sentido.
Eu estava apaixonado, ele também.
A gente queria continuar se vendo, sempre.

As dúvidas de quem começou a se relacionar, o medo do desconhecido, a ponderação das palavras quando o assunto era "o que estamos sentindo", a alta frequência dos encontros, um "eu te amo" velado, escondido nas ações, nas frases. O tempo passando. Um, dois, três meses...

A confissão do "eu te amo" e um pedido de namoro lindo, leve e cheio de sentido.

Do nada funcionou. Do nada eu parei de ter medo.
Agora faz sentido ter uma relação.
Agora finalmente eu entendi que amor pode sim ser simples e leve, que respeito por alguém e confiança são a base de tudo.
Agora eu entendo que tudo deve ser conversado e trabalhado, que não devemos nunca dormir brigados, que amor significa paciência e cuidado, que devemos melhorar diariamente, ceder e praticar a empatia.

PS: o final desse texto é só pra ti, meu bem:
Se a vida é feita para acumular momentos bons, tenho certeza que estamos no caminho certo, diariamente entendo o que estamos construindo e para onde estamos indo, e apenas me encho de orgulho dessa pequena trajetória nossa.

Obrigado por fazer eu entender o amor, meu amor.




20 de out de 2016

Esse é o fim?!


Eu precisava voltar a escrever, estava em falta com o Adeus, Verde, mas principalmente em falta comigo. A vida entrou naquele ritmo frenético que a gente não consegue priorizar um monte de coisas apesar de gostar tanto delas. Sempre que pensava em vir aqui escrever questionava o que eu escreveria, qual o assunto eu iria abordar, cheguei a iniciar vários textos, escrevia um ou dois parágrafos e simplesmente parava, não fluía, não estava orgânico/natural.
Hoje eu sei que chegarei no final desse texto, pois as palavras estão pipocando na minha cabeça e eu preciso colocar para fora, preciso dividir com vocês. Acabei de receber a noticia do falecimento precoce e impactante de uma baita mulher, que tive o prazer de conviver no trabalho, uma menina ainda, lotada de sonhos e objetivos, que vinha lutando alguns anos com o câncer, fazendo seu longo e exaustivo tratamento, do jeito que deve ser feito, com fé e sorriso no rosto. Eu já estive desse lado, sei exatamente como funciona essa batalha, o quanto esse processo todo demora para passar e o quanto a gente acredita na cura, como buscamos incessantemente permanecer vivos.

Ninguém quer morrer. Ninguém quer perder essa luta.

Toda vez que isso acontece eu sinto que perdi também. Não consigo ser espiritualizado o suficiente para entender essa morte, acho injusto depois de tudo, depois de todos esses anos tentando, esse é o fim?! É o tal descanso merecido?!
Desculpa meu Deus, mas não consigo lidar, não posso dormir tranquilo hoje a noite, por que dói, por que faz eu lembrar que poderia ter acontecido comigo.

Eu não quero morrer. Eu não quero perder essa luta.

Juliana Daudt, há um ano, exatamente no dia 30 de outubro do ano passado, eu mandei uma mensagem no seu Facebook, contando que tinha sonhado contigo, no sonho tu estava curada e trabalhando muito, estava radiante e feliz. Esse sonho aconteceu logo depois que cheguei da minha consulta da oncologia, onde eu fechava dois anos de cura. Tive certeza que não era uma coincidência, tive certeza que era a maneira que Deus encontrou de avisar que tu iria ficar bem.

Estou rezando pela tua passagem. estou pedindo força e entendimento para tua família e amigos.

Não queria estar voltando para o blog por esse motivo, mas também não poderia deixar passar a história de uma guerreira, que viveu até o último dia para vencer essa doença.

A todos que continuam, eu desejo força, coragem e muito amor para enfrentar tudo que essa doença causa.


#Luto

8 de jun de 2016

Cancun


Cancun foi minha primeira grande viagem. A primeira viagem internacional que fiz.
Saí de Porto Alegre no dia 23 de maio, com uma mala grande e uma mochila nas costas.

E então, tudo começou...

Voos, uma aeronave, duas aeronaves, despacha mala, espera mala, imigração, passaporte, espera nos aeroportos, pão de queijo, café, comida de avião. Dormir sem descansar, a ansiedade de chegar gritando, e eu sozinho, em todo esse percurso.

É claro que sinto orgulho de mim. Em perceber como eu me viro, como consigo usar meu portunhol sempre que preciso, a forma que estou organizado, sabendo que portão devo estar, que horas devo estar, o tempo que o voo vai durar, como vou proceder quando chegar no outro país, enfim, está tudo no controle.

Então, eu só relaxo e espero a melhor parte: CHEGAR!

Eu não quero ser piegas, e escrever o óbvio, o que todo mundo fala quando faz uma viagem. Que foi sensacional, uma viagem inesquecível, que está maravilhado com tudo que viu, experimentou e conheceu, mas, é exatamente isso.
Fiquei em êxtase com aquelas praias, com a cor daquela água, o azul que berra junto com o céu, a cor branca da areia, a hospitalidade dos mexicanos, a infraestrutura do resort all inclusive (bebidas, comidas, e todas regalias possíveis liberada). A noite em Cancún, os bares, restaurantes, as boates, e a segurança de poder caminhar sem medo, a limpeza da cidade, as árvores e todo o verde que se amontoam no caminho.
Um lugar para relaxar, esquecer de tudo mesmo, colocar os pés pra cima e só se perguntar qual próximo drink tomar, e se prefere ir na piscina ou no mar. Uma benção. Um paraíso.


Não viajei até o México somente para curtir minhas merecidas férias, fui até lá para celebrar junto de amigos e família, o casamento do meu primo.
Diego e sua noiva Karen, resolveram fazer da data do casório, 27 de maio de 2016, a oportunidade única de movimentar a vida das pessoas que amam. Transformaram o que seria um dia marcante para os dois, em vários dias marcantes pra todos que conseguiram se presentear com essa viagem. Eles cumpriram com êxito o seu principal objetivo, promover através da união dos dois, momentos e sensações inesquecíveis, para cada um que estava ali. E eu, só consigo agradecer, obrigado, obrigado e obrigado. 

Cancun
foi minha primeira grande viagem. A primeira de muitas, eu não tenho dúvidas.
Retorno para Porto Alegre, depois de intensos dez dias. Renovado, com milhões de ideias, metas e desejos, apenas redescobrindo o meu potencial, e entendendo um pouco mais, sobre o tamanho desse mundo.

Uma bela viagem. Obrigado meu Deus!

#casamentokarenediegocancun #cancun #trip #ferias #mexico

  • Quer acompanhar os próximos textos?! Então clica e acompanha o #AdeusVerde no Facebook